infindáveis avenidas sem origem
ou destino
deriva
regride e faz pausas sem vontade premeditada
Lança as suas teias de vontade definidas
e inconstantes
buscando soluções anatómicas
á sua própria vontade
parado, entre o máximo do nada absoluto
Transforma sonhos, em realidade
rotinas milenárias
em aventuras burlescas
fantasmagoricamente irreais
e assustadoras
Torneia dificuldades
sempre sentidas
e amacia duras penas
que apenas
nos dão pena
o social, em indulgente
dá luz aos cegos visionários
e caça
cegamente, os mais radiosos iluminados
E sempre a quem se propor
acusar as razões deste comportamento
de percurso assinalado
traz gerações de atraso nessa busca incessante
através de outros pensamentos e ações programadas
É que o pensamento vagueia, como condor
no meio da tempestade
como destroço em mar
revolto
sem direção definida
Não se vê nem se anuncia, não se manda
apenas se sente
presente como o inimaginável
grandioso, que habita
no consciente de toda gente
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