Esta ânsia de sentir e não sentir
o apelo
que os meus sentidos
fazem
em que a minha mente se recusa
a julgar
quem por destino
tem que julgar?
é atroz e inconclusivo
Esta ânsia de soberania
em que o poder
se rege
sobre o mais fraco
em obter
e usufruir
tudo quanto
o seu eu
manda é inexplicável
Qual a razão
de tanta soberba
notada
numa agenda sem valor
em que os receios
se dão mais
e mais
mas que impera
porque se acham, um senhor!