sábado, 28 de maio de 2016

FIM DUM TEMPO PERDIDO

Não, já não nada
acrescentar
as mágoas, foram tantas
que já não vale a pena
voltar

Tempos idos, de adultério
jamais têm
perdão
o nosso romance, foi sério
e tu, não tiveste coração

Duas vidas perdidas
á espera, da felicidade
como as folhas caídas
na calçada
da cidade

Já não há tempo
porque o tempo
não tem tempo
para soldar duas vidas
que vivem, em contratempo

quarta-feira, 25 de maio de 2016

INCERTEZAS DUM CAMINHO




Quando atingimos uma meta
pensamos outra, a ultrapassar
e de degrau em degrau
vamos com a vida, estar

Traçamos sempre projetos
que não podem, falhar
mas há, os afetos
que nos podem, torturar

A vida, é uma meta
com princípio e fim
mas pode haver, uma seta
que nos traz, um sim

O desconhecido, pode estar presente
quando não vimos as coisas, com realeza
o raciocínio ausente
e uma chicotada, com dureza

Cuidado muito cuidado
com as incertezas do sim
no nosso recinto privado
hoje faço eu, amanhã por mim




sexta-feira, 20 de maio de 2016

DESEJO DUM AMOR

Entre muros e redes
o ser humano, quando quer
sem pensar, segue em frente
quando quer, uma mulher

Tudo nele é força
no delírio dum amor
mesmo que seja impossível
ele marca, seu ardor

O seu corpo lateja
seu sorriso, diz, enfim
para que ela o beija
num encontro, assim

Isso se chama, amor
que se quer e se impõe
a duas vidas, vorazes
no pedestal, do andor



terça-feira, 17 de maio de 2016

OS TEUS OLHOS SÃO TÃO BELOS


 Teus olhos são minha cruz
que me seguem sem parar
até de noite, os vejo
como se tivesse, a namorar

Eles são belos demais
pois têm a cor da esperança
que me cativa o peito
e me enche de esperança

Estes olhos são  meu pecado
que me adormecem, de noite
como se fossem faróis
em teus braços, como açoite




segunda-feira, 16 de maio de 2016

MANIA DAS GRANDEZAS



Saboreias o mel
dum amor imaginado
mas podes ter, só fel
quanto souberes, que és enganado

Achas que és o belo
que em ti, só há riqueza
mas quem te conhece
sabe, que não tens, nenhuma nobreza


Em ti vive, a luxúria
duma abundância, sem bases
no coração a balbúrdia
que vives, em diferentes, fases

Não queiras ser o maioral
num território, que não é teu
podes te sentir, mal
e não é, por seres, ateu

Joga, jogo limpo
com quem está a teu lado
para te sentires feliz
e não seres, um falhado




sábado, 14 de maio de 2016

VIVER NA SOLIDÃO


Quando o silêncio, mora
dentro do coração
o ser humano, chora
por um pouco de perdão

Não tem vida, vegeta
sem nunca abrir a mão
a quem, o pode ajudar
vive sempre, em solidão

O amor não lhe convém
para não dar aos outros
aquilo, que lhe sabe bem
e que vai, comendo, aos poucos

Tudo nele é evasivo
nunca se  sabe o que quer
seu coração, tem um adesivo
para não chegar, a uma mulher

Pobre dele, rua fora
seu destino problemático
manda todos embora
com o poder, do diplomático


sexta-feira, 13 de maio de 2016

INFORTÚNIO SEM ABRIGO DE AMIGO


Quando se perde o amor
em qualquer fase de vida
entramos na dor
e a vida, fica esquecida

Não queremos continuar
o caminho
porque nos achamos, fracos
e no meio do mundo , ficamos  sozinhos

Mas a vida é assim
e não vale a pena, chorar
hoje por ti, amanhã por mim
o que é melhor, é trabalhar

Temos dentro de nós
a força do nosso estar
a vida, é um barco de noz
que a todo tempo, podemos saltar

De nada vale, ter amigos
quando somos sugados, pelo infortúnio
eles se afastam
como estivéssemos, no fim do mundo

Tudo tens, quanto vales
eles se juntam a ti
mas quando tens males
não querem nada de ti










domingo, 8 de maio de 2016

FIM DUM TEMPO ESQUECIDO



Este tempo que não passa
esta mordaça de calar
e sentir
tudo aquilo
que penso
e quero
faz-me delirar
e por isso, eu te espero

Este tempo, esta madrugada
que parou
na essência
de toda a minha
vida
torna-se indesejável
e em mim
anda perdida

Este tempo de ser ou não
ser, capaz
nesta luta constante
de adquirir
o mel da tua boca
como se remédio
fosse
poem-me, louca

Mas, a noite vai avançando
e nas paredes
do meu quarto
as sombras
vão bailando
porque o meu corpo
esquelético
vai definhando....


sábado, 7 de maio de 2016

FIM DA LINHA


Gelada me sinto
como se o amanhã fosse o último
e não tivesse mais chance
para te dizer
o quanto te amo

Neste meu frio sentido
meu coração
treme
como um gemido
sem leme

A verdade ou a mentira
da minha vida
presente e passada
lembra-me a invernia
um pouco envenenada

O tecer duma ilusão perdida
um afeto feito
de noites perdidas
pela insónia
deixou-me de rastos, como uma begónia

E neste alerta constante
em que o tempo
se esguia
por entre os dedos
da minha velhice, já fria



quinta-feira, 5 de maio de 2016

LONGA CAMINHADA

Nesta longa caminhada
neste sentido de vida
eu vivo amargurada
a um canto, esquecida

Não tenho sonhos nem ilusões
que o amanhã. é mais fácil
vivo entre empurrões
e dou sempre a outra face

Julgar é muito difícil
mas há pessoas sem nexo
que vivem á margem
dos vivos e julgam os outros,  como bonecos

segunda-feira, 2 de maio de 2016

JULGAMENTO DE UMA MENTE SEM DESTINO

Tu
que sem destino, percorres, as ruas
dialogando
com o coração cheio de ódio
desespero e baixo astral
SORRIS
cinicamente á vida
e como represália
num encolher de ombros
queres-te vingar
da tua própria vida
e dar fim, a ela
Porém
neste hemisfério sombrio
em que nada
possa travar
esse subconsciente
e consciência, em luta
e te afasta de tudo
num isolamento
total
sorrindo
que quando acabares
com a tua vida
tudo será diferente
                                 É PURO ENGANO
                                 pois é aí
que começara, a tua verdadeira morte
porque só DEUS tem o livro que quebrara o teu ciclo de vida

CANSAÇO

Este cansaço que sinto
dentro de mim pairando
parece-me um cinto
dentro de mim navegando

Percorre todo o meu corpo
desde a cabeça aos pés
que me desconforta a alma
que vai de um a dez

Tento ver minhas vísceras
quais doentes elas estão
a percorrer o meu corpo
a me pedir perdão

Sem que a doença vive
dentro de todo, o ser humano
mas ninguém quer saber
e quando bate, é engano

Mas mesmo assim prossigo
nesta escalada da vida
a vida é como um abrigo
e não poderá ser esquecida


domingo, 1 de maio de 2016

NOVELO DE LÃ

 A vida é um novelo de lã
que quando caí no chão
quebra-se o talismã
e não temos mais perdão

Vai-se desenrolando aos poucos
e sem darmos por isso
podemos ficar loucos
por defeito ou feitiço

Damos voltas e mais voltas
e em vez de as enrolar
as pontas vão-se partindo
e a nossa vida, tombar

Mas mesmo que o novelo
chegue ao fim do cartão
desesperar não é certo
e a vida pode ter, um empurrão

Ter sempre fé e esperança
que o amanhã é melhor
é o cabo da bonança
para uma vida melhor