segunda-feira, 23 de junho de 2014

SÊ TU PRÓPRIO

Quando criticas os outros
não vês
que só discute, quem sabe
quem se mete
na maré
por vezes
também, arde

Deve-se falar
quando se sabe
o teor, da discussão
na política
tudo arde
mesmo
que seja, por um pão

Ir atrás dos outros
não beneficia
a razão
devemos
ser nós próprios
quer queiramos
ou não



sábado, 21 de junho de 2014

HUMANIDADE PRECISA-SE

Nunca pensaste, que o mundo
ía dar, uma volta
em que ricos
descem
e os pobres, são mais, aclamados

O mundo pensa mais
quem o diz, é o Papa Francisco
mostrando, sua bondade
fugindo, das riquezas
é o homem da humanidade

Cristo andava de alpercatas
e de vestes
bem humildes
por isso a riqueza
são só, para os lideres

Ama o próximo com amor
porque tu
és igual, a eles
porque só NOSSO SENHOR
é superior, a eles.

domingo, 15 de junho de 2014

MENTIR PARA ESCONDER A VERDADE

Mentes, quando não consegues
mostrar, tua fraqueza
a vida não é, uma sebe
e tem ares, de nobreza

Mentir, é bloquear
aquilo, que se quer esconder
sorrir, sem amar
é um pouco, morrer

Tanta gente, existe
que usurpa, quem está á frente
mas a verdade, persiste
não vale a pena, ser demente...?

domingo, 8 de junho de 2014

SOLO ALENTEJANO

Lá fora, o Sol enche as ruas
desliza pelas paredes brancas
das pequenas casas
e sobe-me aos olhos, aquecendo-os...

O típico "savoir-faire" alentejano
envolve-me, no seu misticismo
fazendo-me recuar
ás relíquias, do seu puro nascimento

Filosofias escorregam-me
por entre os dedos, mas o fator conhecer
pede-me a desenfrear
a minha, impulsividade

Desafio o meu conhecimento
o meu instinto surrealista
e lanço-me
há descoberta

O calor escaldante, as sensações
coloridas e imensas
enchem os tetos
e suavizam-me, o espírito

Madrugada adentro!

Silêncio nas pedras da calçada
cujo gemido ainda êcoa
retido
depois das temperaturas, máximas

Mais um dia, passou
mais umas horas
a esperança, fica calma
de mãos dadas com o anseio e sonho

manhã é um novo dia
novo espaço
novas sensações
novos olhares

porque o solo alentejano, queima demais, a alma
brotando
na respiração, ofegante
o prazer de sentir, o ar alentejano