domingo, 31 de janeiro de 2016

DE CACO A CACO



De caco a caco
poderemos novamente, reunir
a esperança
a fé
a bonança
um novo despertar
para uma nova, aliança

De caco a caco
colando seus bocados
com fita cola
ou não
não podemos seguir
ignorados
nem caminhos, em vão

Colados os bocados
iremos esquecer
a tempestade
que nos levou a alma
e o coração
para que uma nova vida
seja o nosso padrão

Eis o que acontece
quando tentamos virar
a página
duma vida sem sabor
ou norte
mas temos que ter força
para que venha, a sorte



sábado, 30 de janeiro de 2016

NO IMAGINÁRIO SENTIMOS


No imaginário, sentimos
a sensação, do belo
e nunca vimos
o ato
em desvelo

Somos feitos de barro
com um coração
feito de cordas
quando temos um não
vêm-nos, ideias sórdidas

Somos imperfeitos
e procuramos no horizonte
a satisfação
do todo
como se fora, um monte

Reclamamos, sagazmente
a riqueza, para nós
com uma  semente
lançada
num barco, feito de nós




terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A DOENÇA DE MINHA MÃE


Fala-se tanto das pessoas que neste momento estão atravessar uma face dolorosa, que é o câncer, que não posso deixar de lembrar a minha mãe que durante vinte e cinco anos fez tratamentos de quio, e as lutas que tivemos quando se descobriu a 25 de Novembro de 1975, que o papo que lhe apareceu num peito grande, era o caminho da dor.
Foi num fim de semana, sábado, em que eu, me preparava para começar as limpezas da semana, pois que trabalhava, que o telefonema da minha mãe, me deixou de rastos.
Na segunda feira seguinte, fui logo marcar uma consulta ao Centro Médico de medicina, para tentarmos salvar a questão.
O médico operador principal estava ausente, porque o filho tinha tido um desastre e estava ligado ás máquinas.
Como nunca desisto no momento de luta, marquei para outro médico ainda novato, e daí a uns dias depois dele mandar fazer exames urgentes, marcou a operação a 6 de Dezembro de 1975, outro sábado.
Foi operada por um médico que ainda não tinha nome na praça, e depois da patologista  fazer os testes daquilo que tiraram, descobriram que era um carcinoma maligno.
Deram-lhe três meses de vida e durante um ano só eu e a família sabíamos do assunto.
Veio com um derme e passado um mês começou os tratamentos.
Chorei desesperadamente esta desgraça e ela com o tempo veio a descobrir a verdade.
A partir daí, toda a nossa vida se transformou porque quando ela tinha as crises eram demasiado dolorosas.
De três, passou para um ano, depois para cinco, dez até a vinte e cinco anos.
Neste espaço de tempo, ficou cega dois meses, ficou prostrada diversas vezes mas a sua força foi sempre á frente.
Dos 50 anos de vida até aos setenta e seis anos data em que faleceu, foi um ataque de coração que a vitimou.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

SEGUE O VENTO QUE CHORA


Segue o vento que chora
partidas, do meu País
eu tenho
de me ir embora
mas as  malas
não fiz

Não tenho coragem
para me despedir
do meu amor
que adoro
mas eu tenho, de partir
deste País, que choro

A vida tem sempre alguém
que chora
por uma partida
minha mãe
foi-se embora
minha vida, ficou, sem guarida

E quando um dia
eu voltar
á terra, que me viu
nascer
eu irei lutar
para de novo, eu querer



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

DESCALCEI OS MEUS SAPATOS



Descalcei os sapatos novos
que estreei
quando te conheci..
julgava que eras, um anjo
mas afinal
não te, percebi

Descalcei as meias
que me aqueciam nas noites
de Inverno
elas me faziam
alergia
porque a tua paixão, não vi

Despi, meu corpete
de linho
porque ele
me apertava
meu coração ficou, sozinho
porque ninguém, me amava

E neste me despir
eu consegui, ver
que não se deve
amar
alguém
sem a sua certidão, ter



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

ENCHI O COPO DA VIDA



Enchi o copo da vida
com ilusões e sabores
mas o copo, partiu
e senti, suas dores

Tornei a encher
o copo da vida
com mil flores
e ele partiu, senti dessabores

Tentei novamente
mas ele, se partiu
entornei o seu líquido
e ninguém, viu

E nesta constante
de copo vazio
senti que a vida
não tem brio



DEIXA QUE A ILUSÃO.....



Deixa que a ilusão, tome conta de mim
para amar
sem confusão
um amor, sem ter, fim

Deixa que a incerteza, me faça vibrar
num amor
numa verdade
e contigo,  emigrar

Deixa que o amanhã, me venha acordar
nos teus braços
com doçura
no meu leito, a navegar

E neste deixar de ter ou de ser
a ilusão, dum tempo
que em meu corpo
me deixa, sonhar


 

A VIDA DE MIL CORES


A vida tem mil cores
num entrançado, feliz
a paixão dos amores
com a candura, dum petiz

O branco imaculado
duma pureza sem fim
por vezes, manchado
por proezas, em carmim

O rosa é a doçura
dum rendilhar de amor
por vezes com travessura
que nos causa, só dor

O vermelho da paixão
que nos avassala, loucamente
loucuras sem perdão
que nos queima, cegamente

E neste conceito da vida
há sempre um momento, sem igual
a vida tem que ser guarida
sempre no bem e não no mal


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

QUATRO LETRAS PEQUENINAS



Quatro letras pequeninas
fazem um desenho,de amor
que merecem, minha estima
nos braços, do teu ardor

Quatro letras pequeninas
entram na vida, de alguém
como sejam formiguinhas
no meu e no teu coração, também

Quatro letras tem o nome
deste amor, que te dei
um lindo pronome
no dia, em que te amei

E neste meu conceito
na ligação do amor
tu és, o meu amor perfeito
que emoldura, em esplendor


sábado, 9 de janeiro de 2016

O TEMPO DO TEU SILÊNCIO, ACABOU



O tempo do teu silêncio, já acabou
mais nada temos, a falar
um grande amor
nem começou
e mesmo assim
fizeste-me, chorar

A hipocrisia, fui a rainha
deste teatro
sem atores
quando se gosta
é para gostar
e vem daí, grandes amores

Pobre de ti, tenho pena
dessa tua farsa
sem igual
és um ser humano
desumano
porque me fizeste, tanto mal?



domingo, 3 de janeiro de 2016

BATE LEVE, LEVEMENTE



Bate leve, levemente
o meu pobre, coração
quando tu, estás ausente
anda sempre, em confusão

Não tem aparência, de sorte
porque está, envelhecido
teme sempre, a morte
e por isso, anda perdido

Leva as noites a rezar
o PAI NOSSO E AVÉ MARIA
ele quer, casar
a arranjar, uma Maria

Mas a Maria, sou eu
e ele, não me quer
o meu coração é fraco
só por ser, uma mulher

FALAR POR FALAR


Falas por falar
e não dizes nada
de bem
quando a verdade
soa
não te lembras
de ninguém

Fazes da mente
tua intrusa
e passas a vida
a esconder
uma vida
obtusa
que não é saudável, viver

Passas na rua
altivo
numa vaidade
sem cor
não falando
a ninguém
e fugindo, do amor

Para que te serve
viver
senão queres fazer
parte, do mundo
todos somos
um círculo
neste quadrante, profundo

Por isso levanta a cabeça
e estende
tuas mãos
a quem passa
pedindo-te
um pouco de pão
e deixa tua vida, devassa


sábado, 2 de janeiro de 2016

RAZÃO DE SER



Razão de ser
terei
quando um dia, te encontrar
para viveres
a meu lado
e eu, te poder, amar

Razão de ser
a este meu peito
aberto
pela tua ausência
que eu não sei
ao certo

Razão de viver
em que a boca
seca
e perde,a frescura
a voz da razão
não é, obscura

E nesta razão de ser
ou não ser
caminho, perdido
á espera
de te encontrar
tu, que és, meu sentido