domingo, 29 de novembro de 2015

DÁ-ME UM ABRAÇO



Dá-me um abraço
um gesto de ternura
para compensar as mágoas
dá-me um abraço

Dá-me um abraço
mas de pura, pureza
um laço
neste mundo, sem franqueza

Dá-me um abraço
mas bem, apertado
como um laço
que fica, entrelaçado

Dá-me um abraço
esquece a vida, lá fora
como um melaço
dá-me, não me mandes, embora

E quando te deitares
numa cama quente ou fria
lembra-te, daquele abraço
como se fora, uma sinfonia

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

DIA MUNDIAL CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


Este dia assinalado
contra a violência doméstica
pode ser, um tornado
numa linha......de mestra

Temos que falar, bem alto
contra os atos de crueldade
mesmo um planalto
pode sofrer, maldade

Ninguém manda, em ninguém
quando a pessoa, não quer
não somos filhos, da mãe
quando não queremos, ser mulher

O mundo está em revolta
contra quem, é desumano
devem ser castigados
reduzidos, a um pano

Por isso minhas amigas
gritei alto, para todos ouvirem
não somos pobres formigas
neste prazer de sentirem

terça-feira, 24 de novembro de 2015

BOLA DE PAPEL




Como uma bola de papel
enrolada
a um canto da sala
eu sinto a minha existência
a definhar
já não sonho
o amanhã
e o hoje se confronta
com
o nada

Nada faz sentido
nesta existência
vulnerável
em que o todo
se desfez
do sorriso
e a mágoa
se transpôs
numa frieza
sem fim

A bola de papel
a que me transformei
está
toda  desfeita
as letras foram
sumidas
pelo passar
do tempo
e dentro de mim
tenho a mágoa, contrafeita



domingo, 22 de novembro de 2015

VEM MEU DOCE BEM



Vem
doce como as madrugadas
cálidas
aquecendo meu corpo
neste meu leito
perdido
encontrar, o amor
neste momento
sentido


Vem
esquece o temporal
das nossas
vidas
tenta viver
com elegância
a vida
é para viver
depois do temporal, vem a bonança

E se acaso
tiveres tempo
para amar
não deixas que as nuvens
turbulentas
te afetem
o pensamento
eu estou pronta
para ti, buscar

sábado, 21 de novembro de 2015

ACORDO EM DASACORDO



Deste-me o teu acordo
a este romance, sem fim
porém
estou de desacordo
porque tu
não gostas, de mim

Estou em desacordo
por aquilo
que fazes
só estaria
em acordo
se seria, tuas bases

Mas este acordo
não tem
carimbo, legal
só não estás
em desacordo
com o que acontece, em PORTUGAL

terça-feira, 17 de novembro de 2015

VIVER ABSTRATO



Vives abstrato
num mundo, que o pões ao lado
mas já não és, novato
e o teu espírito, tem que estar
concentrado

Não é só aos outros
que o problema
existe
somos todos, povos
num mundo, que nunca viste

E quando deres a mão
a quem a teu lado
passa
virás com satisfação
que o mundo, pode ser, uma graça

domingo, 15 de novembro de 2015

ECO DA MORTE E DOR



E num segundo, a nossa energia positiva descarrega, e partimos para outra dimensão, para lá da morte...
nos interrogamos, este porquê, de a qualquer momento deixarmos sem aviso, esta passagem pela terra provisória
e leva-nos a meditar, o porquê
dos seres humanos, que a todo custo, olham os outros com ódio, raiva, hipocrisia
numa luta constante de ganância, numa corrida ao poder
não pensando que a vida embora planeada, tem sobre eles, DEUS
Olho com nostalgia e tristeza, aqueles que diariamente recebem notícias, sobre doenças que os vão dilacerando, na dor e no inconformismo,
tenho amigos que neste momento, receberam sua sentença de morte, sobre o seu corpo doente
e doí
porque enquanto a desgraça bate á porta de quem é inocente, outros covardemente, fazem contas, para destruir os outros
penosamente, duas lágrimas caem sobre o rosto, sobre os inocentes que em Paris, receberam em má hora, a visita de monstros que devastaram suas vidas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A GRAÇA DUM GRNDE AMOR




Tu foste a graça
no meu viver, de criança
a vida por nós, passa
desde a velhice á nascença


Tudo em ti, era transparente
e os teus olhos, diziam
fica, tu serás minha parente
e beliscaram, meus sentidos


Hoje, passaram quase sessenta anos
da nossa união, de amor
seremos veteranos
neste quadro de ardor

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

CARTAS DE AMOR PERDIDO



Um maço de cartas, amarelecidas
a um canto, numa mala de viagem
nunca foram esclarecidas
virou apenas, num maço de miragem

O tempo as percorreu
em pensamentos, mesquinhos
nunca ninguém as leu
foram apenas tomadas, como pergaminhos

A vida assim exigiu
que as mesmas ficassem, paradas
ente um rolo de fio
humildes, enamoradas

A família, não quis
que tal  amor as beijasse
onde o ódio e o amor
por elas se tomasse

OH DEUS, que estou morrendo
nas linhas que foram traçadas
minha consciência temendo
duas almas entrelaçadas

E quando chegar ao céu
irei te encontrar
o teu amor e meu
para enfim, descansar

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PALAVRA DADA SÃO PESSOAS DE BEM



A palavra dada
é um penhor, de bem
quando se dá, a palavra
não se deve, julgar alguém

Temos que ter palavra
para transmitir, aos nossos filhos
porque sei a palavra dada
a vida, torna-se, em sarilhos


Porque o destino não perdoa
a quem falta, á sua palavra
um pregão que se entoa
na falta, pode-se ter uma machadada


Pobre daquilo, que peca
vendendo seus sentimentos
faltando á sua palavra
pode no futuro, ter só, tormentos

Sempre vivi com a palavra, dada
que herdei, da minha família
não quero ser uma atrasada
que anda sempre em quízilia

domingo, 1 de novembro de 2015

DIA DE FINADOS


DIA DE FINADOS

O povo se espalha em todos os cemitérios, para levar flores, uns para mostrarem á família que até gostavam de quem morreu, outros com a mágoa de ter perdido um ser amado.
Diariamente se ouve, que estão nos hospitais velhos abandonados, porque a família os levou e nunca mais os quiseram, usurpando muitas vezes a reforma que eles recebem, as casas e bens dos mesmos, MAS, quando morrem os mesmos vão a correr sepulta-los, porque daí vem heranças.
Hipocrisia, cinismo avassalador, que com sorrisos de mágoa, encobrem tudo aquilo que fizeram, contra estas vidas indefesas.
Em alguns casos, levam os mesmos para os lares, nunca mais os vão ver, mas quando morrem, põem luto, fantasia de carnaval, para quem  tem poder de ser mais cínico ou ridículo.
Desde criança que ouço uma lenda que os mais velhos falam

       era hábito os filhos levaram para o monte os pais, para aí acabarem sós. os seus dias.
Porém um dia, um filho ao levar o pai para o monte, o pai rasgou um cobertor ao meio e disse-
-meu filho toma este pedaço, porque quando fores ao velho, o teu filho fará o mesmo. O filho olhou e disse: meu pai voltas para casa para que esta lenda se desfaça.

E é assim, tudo aquilo que fizermos aos nossos pais, um dia poderemos ter de volta, o mesmo ciclo.
Pelo meu lado, tanto os meus pais e sogros que já partiram tiveram todo o meu apoio de amor, por isso lá no céu estarão a pedir ao PAI por mim.