Procuro no nada
alimento, para a minha alma
para que possa, florescer
algo, que me acalma
De mãos vazias
sem ter nada, para as ocupar
olho dia a dia
o que vou, arranjar
Sou feito do pó
dum barro, destruído
pelo tempo
e talvez por isso, ouço, o meu lamento
Quem fui e quem sou
não obtenho, respostas
eu me dou
em troca das regras, impostas
E quando vem a noite
deitada, sobre a minha cama, vazia
olhos os lençóis, gastos
como se ouvisse, uma sinfonia
De corpo esquelético
cuja massa, já se foi
eu apanho o elétrico
porque a dor, já não doí
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