sábado, 7 de julho de 2012

A CARTA QUE NÃO TINHA ENDEREÇO

Escrevi uma carta de amor há perto de cinquenta anos, mas por falta de endereço, resolvi, guardá-la dentro duma escrivaninha...
Hoje, envelhecida pelos anos já passados, abri essa gaveta por acaso, e vi as folhas  gastas e
amarelecidas, com a letra quase apagada...
Tentei recordar o que tinha escrito mas a minha memória quase que não se lembra do nome que eu tenho...
Fechei os olhos, e lentamente fui voltando aos anos já passados pelo tempo e pela ventania..
Afinal quem sou e o que tirá ditado o meu corpo coração já tão cansado...
Um nome se aflorou há minha mente  Eduardo.....!
Olhei os campos por entre os vitrais da minha casa, e vejo um jovem lavrando as terras de meus pais...
Como era belo e sedutor........  por um dia de ilusão, julguei encontrar um grande amor......mas, a sua pobreza era grande demais, para que a nossa união fosse abençoada......
Teve que partir, pois o nosso amor não cedia ás chantagens da família......
Como sofri.
Mais tarde meus pais partiram para o outro lado da vida e eu, tomei coragem para traçar umas linhas para dizer-  amo-te, volta depressa.
O destino não quis que o seu endereço fosse encontrado e assim deixei queimar as ilusões dia após dia.
Hoje, que a minha cabeça estava um pouco lúcida, resolvi, procurar aquela carta que ficou marcada para sempre, dentro da minha existência, a ser consumida pelas saudades dum grande amor, que não  foi concretizado.
Decerto um dia, nos iremos encontrar junto do PAI CELESTE, para enfim sermos felizes.



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