quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O SILÊNCIO DA ALDEIA



A hora já vai tardia
o pensamento
distante
recordando
o passado
como um
cavaleiro, andante

Já não se ouve
lá fora
a pequenada
a brincar
cresceram
foram embora
tinham que ir, trabalhar

A aldeia, esta deserta
já não se ouve
ninguém
os velhos
são
locatários
desta terra, de bem

E eu, estou aqui
entre os trapos
que me restam
os lençóis
remendados
mais as coisas
que não prestam





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