terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A DOENÇA DE MINHA MÃE


Fala-se tanto das pessoas que neste momento estão atravessar uma face dolorosa, que é o câncer, que não posso deixar de lembrar a minha mãe que durante vinte e cinco anos fez tratamentos de quio, e as lutas que tivemos quando se descobriu a 25 de Novembro de 1975, que o papo que lhe apareceu num peito grande, era o caminho da dor.
Foi num fim de semana, sábado, em que eu, me preparava para começar as limpezas da semana, pois que trabalhava, que o telefonema da minha mãe, me deixou de rastos.
Na segunda feira seguinte, fui logo marcar uma consulta ao Centro Médico de medicina, para tentarmos salvar a questão.
O médico operador principal estava ausente, porque o filho tinha tido um desastre e estava ligado ás máquinas.
Como nunca desisto no momento de luta, marquei para outro médico ainda novato, e daí a uns dias depois dele mandar fazer exames urgentes, marcou a operação a 6 de Dezembro de 1975, outro sábado.
Foi operada por um médico que ainda não tinha nome na praça, e depois da patologista  fazer os testes daquilo que tiraram, descobriram que era um carcinoma maligno.
Deram-lhe três meses de vida e durante um ano só eu e a família sabíamos do assunto.
Veio com um derme e passado um mês começou os tratamentos.
Chorei desesperadamente esta desgraça e ela com o tempo veio a descobrir a verdade.
A partir daí, toda a nossa vida se transformou porque quando ela tinha as crises eram demasiado dolorosas.
De três, passou para um ano, depois para cinco, dez até a vinte e cinco anos.
Neste espaço de tempo, ficou cega dois meses, ficou prostrada diversas vezes mas a sua força foi sempre á frente.
Dos 50 anos de vida até aos setenta e seis anos data em que faleceu, foi um ataque de coração que a vitimou.


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