Lá fora, o Sol enche as ruas
desliza pelas paredes brancas
das pequenas casas
e sobe-me aos olhos, aquecendo-os...
O típico "savoir-faire" alentejano
envolve-me, no seu misticismo
fazendo-me recuar
ás relíquias, do seu puro nascimento
Filosofias escorregam-me
por entre os dedos, mas o fator conhecer
pede-me a desenfrear
a minha, impulsividade
Desafio o meu conhecimento
o meu instinto surrealista
e lanço-me
há descoberta
O calor escaldante, as sensações
coloridas e imensas
enchem os tetos
e suavizam-me, o espírito
Madrugada adentro!
Silêncio nas pedras da calçada
cujo gemido ainda êcoa
retido
depois das temperaturas, máximas
Mais um dia, passou
mais umas horas
a esperança, fica calma
de mãos dadas com o anseio e sonho
manhã é um novo dia
novo espaço
novas sensações
novos olhares
porque o solo alentejano, queima demais, a alma
brotando
na respiração, ofegante
o prazer de sentir, o ar alentejano
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