domingo, 8 de junho de 2014

SOLO ALENTEJANO

Lá fora, o Sol enche as ruas
desliza pelas paredes brancas
das pequenas casas
e sobe-me aos olhos, aquecendo-os...

O típico "savoir-faire" alentejano
envolve-me, no seu misticismo
fazendo-me recuar
ás relíquias, do seu puro nascimento

Filosofias escorregam-me
por entre os dedos, mas o fator conhecer
pede-me a desenfrear
a minha, impulsividade

Desafio o meu conhecimento
o meu instinto surrealista
e lanço-me
há descoberta

O calor escaldante, as sensações
coloridas e imensas
enchem os tetos
e suavizam-me, o espírito

Madrugada adentro!

Silêncio nas pedras da calçada
cujo gemido ainda êcoa
retido
depois das temperaturas, máximas

Mais um dia, passou
mais umas horas
a esperança, fica calma
de mãos dadas com o anseio e sonho

manhã é um novo dia
novo espaço
novas sensações
novos olhares

porque o solo alentejano, queima demais, a alma
brotando
na respiração, ofegante
o prazer de sentir, o ar alentejano

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