terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

FERNANDO PESSOA

De Fernando Pessoa o eterno ser amado pelo mundo, que um dia escreveu

NEVOEIRO

Nem rei nem lei,nem paz nem guerra
define com perfil e ser
este fulgor baço da terra
que é Portugal a entristecer
brilho sem luz e sem arder
como o que o fogo-fátuo encerra

Ninguém sabe que coisa quer
ninguém conhece que alma tem
nem o que é mal nem o que é bem
(que ânsia distante perto chora?)
tudo é incerto e derradeiro
tudo é disperso, nada é inteiro
o Portugal, hoje é nevoeuro
é a hora!

o que sentiria Fernando Pessoa no dia em que escreveu isto.
Todas as suas obras falam, umas delicadas, outras agrestes perante a vida que DEUS nos deu..
Nunca teve paz, e quando a brisa da felicidade sentia,  repelia, porque o seu eu, era atormentado por um sentir sem sentir, roendo a sua êssencia, na mais planitude de amar.
Amo as suas obras e desde sempre tenho Fernando Pessoa como meu companheiro de jornada. Porque apesar de ter partido para o outro lado da vida, continua vivo dentro do mundo que o ama

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